“Devido a isso, nós deveremos comparecer amanhã, na madrugada, retornando-se ao trabalho em nossos devidos horários”, declarou o presidente da entidade.
Antes do acordo, as empresas haviam apresentado, no sábado (26/9), uma proposta de reajuste de 6% nos salários e de 7% no vale-refeição e na cesta básica. A oferta foi rejeitada pelos trabalhadores, que reivindicavam os índices de 8% e 10%, respectivamente.
A categoria também havia solicitado um reajuste de 12% no plano de saúde. Até o momento, não foi informado se esse item foi incluído no acordo firmado entre as partes.
Durante as negociações, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) havia determinado que, em caso de paralisação, o sindicato deveria manter 80% da frota nos horários de pico e 50% nos demais períodos. A determinação previa multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento. Com a suspensão da greve, a medida deixa de produzir efeito prático.
A possibilidade de paralisação também havia provocado reação do Governo do Distrito Federal, que classificou o movimento como de caráter “político-eleitoreiro” devido à proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O GDF recorreu à Justiça do Trabalho para garantir a manutenção de um percentual mínimo da frota caso a greve fosse iniciada.
Com o acordo, a paralisação foi suspensa e o sistema de transporte coletivo do Distrito Federal segue operando normalmente nesta segunda-feira.
