DF avança na modernização do transporte público e renova 90% da frota de ônibus





O sistema de transporte coletivo do Distrito Federal vive um processo de modernização que já renovou cerca de 90% da frota em circulação. Atualmente, mais de 3 mil ônibus operam no DF, com idade média de 3,6 anos – a mais baixa do país, segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF).


De acordo com o balanço mais recente da pasta, divulgado em novembro de 2025, 343 novos veículos foram incorporados ao sistema apenas no último ano. Desse total, 254 foram destinados à renovação da frota, 87 à ampliação do serviço e dois à substituição. Também foram criadas 37 novas linhas para atender à demanda crescente.


Frota mais nova e sustentável


A renovação está próxima de ser concluída. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, com a chegada de mais 120 veículos até março, 100% dos ônibus do sistema terão sido substituídos.


Os novos coletivos contam com tecnologia Euro 6 – padrão que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes –, ar-condicionado, elevador para acessibilidade, câmeras de monitoramento, GPS e portas em ambos os lados, permitindo circulação em corredores exclusivos como EPTG, Epig e no Boulevard do Túnel Rei Pelé.


Outro diferencial é o sistema de segurança “Anjo da Guarda”, que impede a movimentação do veículo enquanto as portas estiverem abertas, reforçando a proteção dos passageiros.


No início de fevereiro, 23 novos ônibus da Viação Marechal começaram a circular em Taguatinga Sul, atendendo regiões como Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará, Park Way e Taguatinga. A empresa já renovou mais de 71% dos seus 510 veículos, e outros 147 devem ser entregues até abril.


Expansão dos elétricos e infraestrutura de recarga


O Distrito Federal também avança na eletrificação da frota. Atualmente, seis ônibus elétricos operam no centro de Brasília. Para 2026, está prevista a chegada de 90 novos veículos elétricos, que devem circular no Plano Piloto sob responsabilidade da empresa Piracicabana.


Para atender à nova frota, está em construção um ponto rodoviário específico para carga e recarga nas proximidades do Terminal da Asa Sul.


Além dos ônibus convencionais, os micro-ônibus conhecidos como “zebrinhas” também foram ampliados. O serviço conta hoje com 27 linhas em 15 regiões administrativas e 65 veículos em operação, incluindo o primeiro zebrinha elétrico do DF.


Crescimento da demanda e política de gratuidade


O número de acessos ao transporte público já supera os índices registrados antes da pandemia. Em 2019, o sistema contabilizou cerca de 350 milhões de viagens ao longo do ano. Em 2025, esse número saltou para aproximadamente 390 milhões.


Para atender à alta na demanda, a frota foi ampliada com quase 300 veículos além do quantitativo inicialmente previsto em licitação.


Entre os fatores que impulsionaram o crescimento estão a política de gratuidade e o congelamento tarifário. Atualmente, cerca de 37% dos acessos ao sistema são realizados por usuários beneficiados por programas como o Passe Livre Estudantil e o Vai de Graça.


Segundo o secretário Zeno Gonçalves, o Distrito Federal mantém o programa de gratuidade mais abrangente do país e a tarifa média mais baixa entre as capitais brasileiras, fixada em R$ 3,93.


“Transporte é uma política prioritária. Quando você congela a tarifa, está tirando um gasto extra do bolso das famílias. Essa decisão mantém o transporte acessível e funciona como um programa de transferência de renda, sem onerar o trabalhador”, afirmou.






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