
Uma mulher de 35 anos foi agredida fisicamente com uma frigideira pelo ex-companheiro, na noite dessa terça-feira (24/3), em Águas Lindas de Goiás (GO), Entorno do Distrito Federal. O agressor ainda teria tentado intimidá-la ao ficar na porta do Instituto Médico Legal (IML) enquanto ela realizava o exame de corpo de delito.
A mulher pediu medidas protetivas de urgência. Todavia, o pedido foi negado pela Justiça de Goiás nesta quarta-feira (25/3). Enquanto isso, ela teme pela própria vida, pois o autor permanece solto.
A vitima relatou ter sido agredida pelo ex-marido após uma discussão dentro da casa onde mora com os três filhos do casal. Segundo ela, mesmo após a separação, o homem continua tendo acesso a casa porque tem o controle do portão eletrônico e alega ser o dono do imóvel.
Apesar do fim do relacionamento no ano passado, o homem continuava perseguindo e visitando a vítima de surpresa com o objetivo de manter o controle sobre a vítima. Inclusive, monitorando por câmeras de segurança instaladas no imóvel.
Na data da última agressão, ele teria pegado o celular e começado a filmar a vítima após ela pedir várias vezes para ele sair da casa dela.
Durante o desentendimento, a mulher tentou impedir que continuasse sendo gravada. Ela tentou bater no celular dele com uma frigideira, e ele deu um murro de volta. Nesse momento, a frigideira voltou e pegou no olho da vítima.
O episódio ganhou repercussão após a psicóloga Emily Verde, que é amiga da vítima, denunciar as agressões nas redes sociais. O vídeo já teve mais de 4 mil visualizações no Instagram poucas horas após a publicação.
“Ela foi ensanguentada buscar socorro na Delegacia da Mulher de Águas Lindas, mas lá fecha às 20h. Pelo visto, violência doméstica tem horário comercial. No IML, ela ainda foi intimidada pelo ex-marido que estava na porta esperando. Ela só conseguiu sair de lá escoltada por uma amiga“, relata a psicóloga.
Apesar de ter registrado ocorrência na Delegacia Regional de Águas Lindas, o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher do município, que investiga a denúncia.
“Minha amiga não tem familiares próximos. A rede de apoio dela é pequena. Sabemos que o agressor é um narcisista oculto. Ele também tem um facão no carro e o controle do portão da casa onde ela está vulnerável com os filhos”, alega Emily.
De acordo com a psicóloga, a negativa da medida protetiva também traz medo para a vítima. “Se com uma medida protetiva nas mãos as mulheres estão morrendo, imagine as que não tem”, aponta.
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