UPAs do DF registram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio

UPAs do DF registram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio

UPAs do DF registram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio

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Maioria dos casos é considerada leve, mas especialistas alertam para sinais que exigem atendimento imediato

Mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios foram realizados nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal em maio. O aumento da procura, de 11,7% em relação a abril, acompanha o avanço dos quadros respiratórios registrados nesta época do ano.

Os grupos que mais buscaram atendimento foram adultos entre 20 e 29 anos e crianças de 1 a 4 anos, faixa etária mais vulnerável às doenças típicas desta época do ano.

Foi a preocupação com a persistência dos sintomas que levou a auxiliar administrativa Ana Paula Figueiredo, 32 anos, a procurar atendimento para a filha de 2 anos. “Eu achei que era só uma gripe, mas quando ela começou a ficar mais molinha e não queria comer, fiquei preocupada. Na unidade explicaram o que precisava observar e saí mais tranquila”, conta.

As doenças típicas deste período continuam entre os principais motivos de procura pediátrica. Atualmente, a assistência infantil está disponível nas unidades de Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia. Em maio, as unidades do Recanto das Emas e de Sobradinho registraram os maiores volumes de atendimentos relacionados a sintomas respiratórios, com 1.261 e 1.260 registros, respectivamente.

De acordo com o pediatra Wilson Luiz Maldonado de Aguiar, da UPA do Recanto das Emas, a maioria dos casos envolve infecções leves das vias aéreas superiores. “As manifestações mais frequentes são tosse, coriza, febre baixa e obstrução nasal. Nos bebês menores de seis meses também observamos dificuldade para mamar e redução da alimentação”, observa.

Apesar de muitos quadros evoluírem de forma favorável, alguns sinais exigem atenção imediata dos responsáveis. “Febre persistente, prostração, dificuldade para respirar, recusa alimentar, sinais de desidratação e alterações importantes no comportamento da criança merecem avaliação médica. Em bebês menores de três meses, qualquer episódio de febre deve ser investigado”, alerta.

O médico ressalta ainda que a baixa umidade contribui para agravar os sintomas. “O clima seco irrita as vias respiratórias, favorece crises alérgicas e pode prolongar a recuperação de quem já está doente”, afirma.

Segundo a coordenadora médica da UPA do Gama, Juliana de Almeida Barros, as alergias também aumentam nesta época do ano. “Neste período, há um agravamento das crises asmáticas, rinite, sinusite e infecções respiratórias. Muitas pessoas chegam às unidades quando os sintomas já estão mais intensos”, adverte.

Apesar do aumento da demanda, a maior parte dos pacientes apresentou quadros considerados leves. Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pelas 13 UPAs do DF, mostram que 53% dos atendimentos receberam classificação verde, destinada a casos de menor urgência. Outros 34% foram classificados como amarelos, enquanto os casos mais graves, identificados pelas pulseiras laranja e vermelha, representaram pouco mais de 9% dos registros.

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