Nutris alertam: alimentos com pouca caloria nem sempre são saudáveis

Nutris alertam: alimentos com pouca caloria nem sempre são saudáveis

Nutris alertam: alimentos com pouca caloria nem sempre são saudáveis

Produtos com poucas calorias nem sempre são os mais saudáveis e podem esconder ingredientes e baixo valor nutricional na composição

Alerta nutricional: especialistas afirmam que o valor calórico de um alimento não reflete, isoladamente, sua qualidade nutricional;

Produtos ultraprocessados: a redução de calorias pode resultar na adição de aditivos, como adoçantes e conservantes, para manter sabor e textura;

Orientações técnicas: nutricionistas recomendam analisar a lista de ingredientes nos rótulos em vez de considerar apenas alegações como “zero” ou “light”.

Trocar o refrigerante comum por versões “zero” virou um hábito frequente. A lógica parece simples: reduzir calorias para melhorar a alimentação. Esse comportamento, no entanto, não se limita às bebidas e se estende a uma série de produtos industrializados com dizem ser mais leves. O problema é que esse tipo de escolha, baseada apenas no valor calórico, pode levar a uma falsa sensação de que o alimento é mais saudável.

Na prática, as calorias indicam apenas a quantidade de energia, sem refletir a qualidade nutricional. Por isso, dois produtos com valores semelhantes podem ter efeitos bastante diferentes no organismo. A nutricionista Caroline Romeiro, gerente técnica de nutrição do Conselho Federal de Nutrição (CFN), explica que a avaliação precisa ir além do número na tabela.

“O valor calórico informa a quantidade de energia, mas não revela, isoladamente, a qualidade nutricional. Dois alimentos podem ter calorias semelhantes e efeitos muito diferentes no organismo”, afirma.

Ela cita como exemplo alimentos naturalmente mais calóricos, como castanhas e abacate, que oferecem nutrientes importantes. Em contrapartida, produtos com poucas ou nenhuma caloria podem ter baixo valor nutricional.

“Uma bebida ‘zero’ pode conter adoçantes, corantes, aromatizantes e conservantes usados para manter sabor e aparência, sem necessariamente contribuir para a qualidade da alimentação”, diz.

Parte dos alimentos com apelo de baixa caloria pertence ao grupo dos ultraprocessados. Para manter características como sabor e textura, a indústria recorre a diferentes aditivos.

“Retirar calorias não significa, necessariamente, melhorar a qualidade do alimento. Muitas vezes, um componente é reduzido e outros são adicionados para preservar o produto”, explica Caroline.

Isso não significa que todo aditivo seja prejudicial de forma isolada, mas o consumo frequente de produtos com formulações extensas deve ser observado. Segundo a especialista, listas longas de ingredientes, com termos pouco comuns na cozinha, são um sinal de alerta.

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