Cardiologista aponta o melhor esporte para o coração





É comprovado que a prática de atividades físicas regulares traz benefícios ao corpo e ao funcionamento do organismo – e com o coração não é diferente. Ao escolher a atividade correta para a saúde cardiovascular, é possível otimizar a função do órgão, além de protegê-lo do desenvolvimento de condições perigosas.



Mas, afinal, qual é o melhor esporte para o coração bater com mais saúde e qualidade? Os cardiologistas ouvidos pelo Metrópoles são unânimes na resposta: os exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, corrida, ciclismo, natação e dança são os mais interessantes.


“Sabemos que os exercícios aeróbicos melhoram a aptidão cardiorrespiratória, ajudam a reduzir a pressão arterial, contribuem para o controle do açúcar no sangue, melhoram o perfil de colesterol, auxiliam no controle do peso corporal e reduzem o risco de infarto, AVC e mortalidade cardiovascular”, aponta a cardiologista Luciana Janot, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.

No entanto, isso não quer dizer que as atividades de força devam ser deixadas de lado, já que trazem benefícios metabólicos e funcionais. “A combinação costuma ser melhor. Mas, se fosse preciso escolher apenas um, pensando exclusivamente na saúde cardiovascular, o aeróbico ainda teria uma certa vantagem”, ressalta Luciana.


As principais diretrizes internacionais recomendam entre 150 e 300 minutos por semana de atividade aeróbica moderada ou 75 a 150 minutos de atividade mais intensa. Incluir exercícios de força pelo menos duas vezes por semana também é indicado.


Mas, mais importante do que escolher o melhor exercício é optar por aquele que você consegue manter. “O que realmente faz diferença é o padrão do exercício ao longo do tempo: regularidade, volume semanal adequado, predominância de atividade aeróbica e, principalmente, constância. Para o coração, consistência vale mais do que intensidade ou modismo“, explica o cardiologista Carlos Nascimento, do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas.


Dicas e cuidados para começar se exercitar visando o coração


Para quem quer começar a se movimentar pensando na saúde do coração, é recomendável estar atento aos seus limites. Especialmente para quem está sedentário, o indicado é começar com calma: o exagero pode trazer mais riscos do que benefícios, inclusive ao próprio sistema cardiovascular. O ideal é iniciar aos poucos e progressivamente.


“A estratégia mais segura é simples: começar leve, progredir aos poucos e priorizar a regularidade. Primeiro aumentar o tempo e a frequência, e só depois pensar em intensidade. Começar direto com treino muito intenso é um dos erros mais comuns”, afirma Nascimento.


Ele ensina que nem todo mundo precisa marcar consulta com o cardiologista antes de começar a se exercitar. O atendimento prévio é indicado principalmente para quem já tem problemas cardíacos, fatores de risco, histórico familiar ou sentir sintomas como dor no peito, falta de ar e taquicardia.


“Não é necessário cenário ideal para começar. Não precisa de academia, equipamento sofisticado ou performance. O básico bem feito, como caminhar com regularidade, já traz impacto significativo na saúde cardiovascular”, lembra o médico.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas

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Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles
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Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles

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Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros
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Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros

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Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito
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Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito

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A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga
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A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga

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O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.
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O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.

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Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.
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Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.

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A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo
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A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo

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Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada
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Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada

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Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas
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Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas

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Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração
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Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração

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Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente
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Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente

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Se ao realizar as atividades você sentir a presença de sinais estranhos, é essencial buscar avaliação médica para averiguar se não é preciso adequar melhor a prática. Entre os principais, estão:



  • Dor ou pressão no peito;

  • Falta de ar desproporcional ao esforço;

  • Tontura ou desmaio;

  • Palpitações importantes;

  • Queda de desempenho sem explicação.


“O mais importante é sair do sedentarismo. Só esse primeiro passo já traz benefícios. Existe uma relação de dose e resposta — ou seja, mais exercício pode trazer mais benefícios até certo ponto. Reduzir o tempo sentado e manter regularidade já faz uma grande diferença”, explica Luciana.

Nascimento lembra que em poucas semanas de atividade regular já é possível observar melhora na pressão arterial, no controle glicêmico e na capacidade funcional. “Se fosse para resumir em uma orientação prática: escolha uma atividade que você goste, comece devagar, mantenha constância e não ignore sinais do corpo. Os benefícios para o coração começam rápido”, afirma.





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