Mulher morre por câncer de ovário após ignorar sinal no crossfit





Uma mudança aparentemente pequena durante uma aula de crossfit foi o primeiro sinal de uma doença grave que acabaria tirando a vida da policial do Reino Unido, Katy Miles. Descrita pela família como uma mulher ativa, saudável e em boa forma física, ela morreu em 24 de setembro de 2024 após enfrentar uma forma rara de câncer de ovário.


A história chamou atenção porque o alerta inicial parecia simples: episódios de incontinência urinária durante exercícios intensos. Sem outros sintomas marcantes, Katy continuou a rotina normalmente por um período, sem imaginar que o câncer se desenvolvia silenciosamente.


Katy percebeu essa mudança incomum pela primeira vez em 2016, enquanto pulava corda em uma aula de crossfit. Durante o exercício, teve dificuldade para controlar a urina.


Como mantinha rotina ativa e não apresentava outros incômodos importantes, seguiu treinando antes de procurar atendimento médico. Após o episódio, ela consultou somente um clínico geral. E, os exames iniciais sugeriram que se tratava de um cisto ovariano, e a lesão foi considerada não cancerígena naquele momento.





Sintomas do câncer de ovário


O câncer de ovário costuma provocar sinais pouco específicos, que muitas vezes se confundem com problemas comuns do dia a dia. Quando sintomas persistem por semanas ou surgem sem explicação clara, a recomendação é buscar avaliação médica. Entre os sintomas mais relatados estão:



  • Inchaço abdominal persistente;

  • Dor na pelve ou barriga;

  • Aumento da vontade de urinar;

  • Sensação de estômago cheio rapidamente;

  • Alterações intestinais;

  • Cansaço frequente;

  • Perda de apetite;

  • Mudanças urinárias fora do habitual.




Diagnóstico de Katy


Posteriormente, o nódulo foi submetido a biópsia. Em dezembro de 2016, Katy foi chamada para receber o resultado e descobriu que tinha uma forma rara de câncer de ovário. Segundo o marido, Matt, a notícia foi um choque, já que ela aparentava boa saúde e levava uma vida bastante ativa.


Após o diagnóstico, a inglesa iniciou um tratamento extenso, que incluiu histerectomia e quimioterapia. Após a primeira fase, ela recebeu alta e conseguiu retomar parte da rotina. Em 2019, exames de acompanhamento identificaram novos tumores. A partir dali, o foco do tratamento passou a ser o controle da doença.


Em 2024, o câncer havia se espalhado para ossos e pele. Katy enfrentava também  problemas renais e precisou passar por uma nefrostomia, procedimento em que um cateter é inserido até o rim para drenar a urina para uma bolsa externa. Na época, ela recebeu um prognóstico inicial de cerca de um ano de vida.


Últimas semanas e homenagem do marido


Após iniciar cuidados paliativos no Sue Ryder,  renomada instituição de caridade britânica que oferece cuidados paliativos, hospice e apoio ao luto, nas últimas três semanas de vida de Katy, Matt e a irmã dela, Lucy, se revezaram para acompanhá-la.


Depois de sua morte, Matt passou a arrecadar fundos para a instituição em homenagem à esposa. Para isso, assumiu desafios físicos ligados ao número de identificação policial de Katy, 1481.


Entre eles estão 1.481 burpees, 23,8 quilômetros no remo, a caminhada pelo Caminho de Santiago, na Espanha, e a participação na Maratona de Londres.


Foto colorida de homem com roupa de corredor - Metrópoles.
Matt presta homenagem à esposa com desafios esportivos após a perda





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